Como a Copa da FIFA acabou, acredito ser interessante para nós, como administradores, termos um olhar profissional sobre tudo o que a cerca: da organização e execução, do planejamento, e da falta de controle.
Ainda assim, enquanto números não são divulgados, podemos nos deleitar administrativamente com alguns aprendizados deixados dentro de campo, ou seja, pelas equipes que disputaram a competição, mais centrados, claro, em seus líderes.
Claro que há situações fantásticas na copa, como a substituição feita por van Gaal, que garantiu o acesso da Holanda para as semifinais, mas acho mais interessante focarmos em uma figura especial, e não o faço aqui por "birra" ou "raiva" do mesmo, mas para podermos analisar as ações de liderança do técnico do pentacampeonato, Luiz Felipe Scolari.
Acho muito complicado pensar apenas em derrota ou vitória. Como administrador, vejo o erro no planejamento. Um alto gestor tem de ser um maestro, orientar o time para enfrentar a concorrência e o mercado. Fazer planos para as possibilidades mais "concretas" (enfrentar a Alemanha era quase uma certeza!) e ter sempre um plano B, para outras adversidades. Também tem de saber intervir e mudar o rumo.
Ainda assim, enquanto números não são divulgados, podemos nos deleitar administrativamente com alguns aprendizados deixados dentro de campo, ou seja, pelas equipes que disputaram a competição, mais centrados, claro, em seus líderes.
Claro que há situações fantásticas na copa, como a substituição feita por van Gaal, que garantiu o acesso da Holanda para as semifinais, mas acho mais interessante focarmos em uma figura especial, e não o faço aqui por "birra" ou "raiva" do mesmo, mas para podermos analisar as ações de liderança do técnico do pentacampeonato, Luiz Felipe Scolari.
Acho muito complicado pensar apenas em derrota ou vitória. Como administrador, vejo o erro no planejamento. Um alto gestor tem de ser um maestro, orientar o time para enfrentar a concorrência e o mercado. Fazer planos para as possibilidades mais "concretas" (enfrentar a Alemanha era quase uma certeza!) e ter sempre um plano B, para outras adversidades. Também tem de saber intervir e mudar o rumo.
Felipão convocou errado - foi cego para a realidade de mercado e deixou que suas convicções fossem mais fortes que as evidências. Convicções, assim como a cultura organizacional não podem ser abandonadas, mas precisam ser usadas com a máxima cautela, pois na maioria das vezes não se está amparado em dados históricos ou informações fidedignas!
Felipão armou errado - pense em processos: não houve continuidade nos processos (ligação meio de campo e ataque), o que fez com que etapas naturais tivessem de ser sempre feitas no improviso.
Felipão não se preparou para as adversidades: justificar uma derrota acachapante com um "eles jogam juntos há 6 anos!" é absurdo - eles jogam juntos e do MESMO JEITO HÁ 6 ANOS! Então, é inadmissível o técnico não estar preparado para os enfrentar!
Felipão não percebeu que seu capital humano não estava preparado, e que não possuía peças de reposição, além de ter feito o treinamento errado - treinar fundamentos básicos em uma Copa do Mundo não me parece razoável, além de se sustentar em esquemas de trabalho que não estavam rendendo o esperado (faltou mensurar os resultados de forma correta).
Felipão também não soube intervir quando sua equipe de trabalho não soube como reagir à falha de processo. Ele simplesmente olhou passivamente a concorrência destruir sua empresa, e se tornar querida do seu mercado, antes tão fiel - esse erro, em administração, é imperdoável!
Felipão não mensurou corretamente seus riscos, pois acreditou - junto com toda a comissão técnica, que o título das Confederações mostrava que tudo estava correto, não se tendo motivos para mudanças ou monitoramento de adversários.
Por fim, Felipão cometeu o erro capital: não agradou seus clientes.
Felipão não mensurou corretamente seus riscos, pois acreditou - junto com toda a comissão técnica, que o título das Confederações mostrava que tudo estava correto, não se tendo motivos para mudanças ou monitoramento de adversários.
Por fim, Felipão cometeu o erro capital: não agradou seus clientes.
Poder-se-á utilizar este texto para debates acalorados em mesas de bar, claro, mas nunca se esqueça de que os princípios da má administração saltaram aos olhos durante a gestão de Scolari, desde o erro da escolha do capital humano à falha de preparo.
Use isso para sua vida profissional!!
Use isso para sua vida profissional!!
O apagão da seleção Brasileira é só reflexo do que acontece lá em cima.. a CBF não consegue organizar um campeonato brasileiro sem que ele termine no tapetão, ocorrendo toda a discussão pq a entidade não deu publicidade em tempo hábil a uma punição de um jogador nos moldes que exige o estatuto do torcedor. A mesma CBF que chama para ser técnico da seleção um cara que havia acabado de ser responsável pelo rebaixamento do Palmeiras para a série B. É só olhara história recente do futebol brasileiro, os dois massacres que o santos tomou do barcelona, a derrota do atlético mineiro no mundial de clubes para um time sem expressão no futebol .. a taça liberadores que vai ser retomada agora após a copa em suas semi finais, sem nenhum representante brasileiro .... a filosofia de gestão do futebol brasileiro está atrasada faz tempo .. estacionamos.
ResponderExcluirRaphael Ferreira Arqueti
Ponto interessante o citado: os dirigentes escolhem mal os que devem dirigir.
ExcluirMotivo pra novo post!!!