Não adianta dar o peixe; mas também não adianta ensinar a pescar sem ensinar o ciclo de vida do peixe, formas de ser sustentável em sua prática e sem ter o equipamento necessário. Pense nisso.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
O paradoxo da gestão pública brasileira.
Quando se pensa em gestão pública, logo se entende ser a gestão dos bens comuns, públicos portanto, realizada por profissionais competentes, designados por entes representativos da população, que democraticamente os elege.
Quando se fala em gestão privada logo se intui em planos e estratégias utilizadas para perpetuar o empreendimento, muitas vezes encoberto para que a concorrência não se apodere do mesmo e o adapte à sua realidade - o famoso benchmarking - e aquela que o desenvolveu possa buscar padrões mais altos de eficiência ou para que perpetue seu status quo, se dominadora do mercado.
Aí é que se encontra o paradoxo!
Vejamos: no Brasil, as grandes empresas que ofertam parte de seus ativos na bolsa em forma de ações são obrigadas, pelo órgão regulador das Bolsa, a CVM - Comissão de Valores Mobiliários - a informar o mercado de seus resultados trimestrais, sua estratégia, suas metas e como fazer para alcançá-las e qualquer mudança importante - seja preditiva ou responsiva.
Enquanto isso, a gestão pública é assolada com falta de fiscalização e transparência, fadando o contribuinte ao clientelismo e, em alguns casos, a se sujeitar a máfias instauradas em instituições que deveriam ter como premissa o atendimento de qualidade.
Não, este não é um blog político. Tampouco pretendo citar A ou B, ou partidos ou feitos governantes.
Mas, é inegável que algumas ações governamentais se mostraram completamente desfavoráveis à população e, com intuito do crescimento do conhecimento administrativo deste espaço, parece ser compreensível que abordemos dois temas básicos.
A municipalização do ensino e da saúde, até agora, só se mostrou mesmo favorável à decadência destes dois pilares, ao menos ao nível das cidades onde enxergo - e esta é uma opinião extremamente pessoal.
Os motivos, os elenco:
a) em primeiro, pequenas cidades ficaram sem referência no que tange à fiscalização mais forte de seus gastos e resultados.
b) as cidades micropolos, que seriam o refúgio para aqueles que necessitam de atendimento, tiveram seus centros de saúde deteriorados e muitas vezes mal administrados, o que promove a criação de "ligas de controle" que dificultam ainda mais o acesso da população.
c) ao invés de receberem reformas, profissionais e equipamentos, as cidades pequenas e médias receberam veículos para deslocar seus pacientes, muitas vezes para centros distantes mais que 200km.
d) o incentivo à educação superior, o que fomentaria o crescimento das micro e pequenas cidades, é nulo.
e) os investimentos para melhoria na educação, também o são.
Mas, o maior problema até agora parece mesmo ser a falta de transparência dos gastos. Até porquê não são todos os que tem acesso à portais de internet - e mesmo os que tem, não se importam tanto pois já estão na "onda" do "passivismo"
Assim, cabe a pergunta: a administração pública deste país tem jeito?
segunda-feira, 7 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Custo e Valor: grandezas diferentes!
Algumas imagens como as que ilustram este post estão circulando viralmente nas redes sociais ultimamente. Normalmente, com a proximidade de algumas datas comemorativas, acontecem comparações no mínimo absurdas, por pessoas que estejam querendo fazer uma brincadeira ou uma reclamação sem fundamentos.
Afinal, a internet é como o papel: aceita desde o mais conceituado filosofar até o mais esdrúxulo lamento...
Mas, enfim, segundo o portal administradores.com a Nestlé chegou mesmo a responder esta "provocação", explicando que "os ovos de Páscoa são mais caros quando comparados a uma barra de
chocolate da mesma gramatura porque sua composição de custo é
diferenciada, já que são produtos concebidos não somente para o consumo
tradicional, mas para presentear e encantar". Bem, esta parte ainda não é a que nos interessa, embora ela demonstre a natureza sazonal e altamente lucrativa dos produtos.
Mas, a seguir, enumera os motivos que tornam os ovos produtos de custo mais elevado: "sua produção e distribuição envolve uma série de necessidades
específicas, como a contratação de mão de obra temporária,
desenvolvimento de embalagens especiais, processo manual de embalagem,
armazenamento e transportes especiais, entre outros".
Agora, temos uma questão mais elaborada. Em outras palavras, a Nestlé diz que tem que montar todo um esquema de pesquisa de tendências de mercado com variáveis como concorrência, consumidores, mix de produtos, tamanho, valor, apresentação, distribuição, canal de vendas, dentre outros, para aí sim definir qual será a estratégia de vendas - que é colocar todos os indicadores para funcionar em sinergia, buscando a melhor rentabilidade!
Isso não é fácil!!!
Além disso, deve-se remodelar uma linha de produção, manter estoques de matéria-prima e possivelmente de produto acabado (uma vez que não se pode produzir toneladas de ovos de chocolate na semana da Páscoa, correto?), contratar e treinar novos colaboradores e ceder mais créditos aos compradores - isso sem falar nas possíveis devoluções depois do período de vendas!!!
Em outras palavras, é um produto extremamente arriscado para a indústria. Em contrapartida, é um produto que além de embalagem e conteúdo físico vem carregado de simbolismo e tradição - e isto também faz parte da formação do preço de venda, acredite!
E, finalizando com toda a classe, a Nestlé ainda dá um "tapa de luva" ao melhor estilo: "De toda forma, as opções tradicionais de produtos continuam disponíveis
como uma alternativa de menor preço, sem nenhum reajuste relacionado à
época do ano".
Você pode até levar um quilo de picanha pra casa da sua namorada no domingo de Páscoa, mas fique sabendo que a dor de cabeça por isso pode não compensar a economia!!! Questão lógica de custo x benefício!!!
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Relação Ganha-Ganha com consumidor final???
A relação Ganha-Ganha é assim chamada quando duas empresas, negociantes entre si, encontram um valor comum para venda/aquisição de um bem ou serviço que permite a ambas obter um bom resultado, seja com lucro da venda, da revenda, ou um desembolso que não impacte ou se adapte ao orçamento previsto.
Mas, e quando a relação de vendas é com o consumidor final?
Vejamos: ele não vai obter lucro em revenda, porque este não é seu objetivo. Ele não obterá lucro ao otimizar sua geladeira com uma nova garrafa de plástico!
A visão do consumidor final é voltada para "economizar", ou seja, pagar menos por uma coisa que deseja ou necessita.
Aí entra uma batalha: o consumidor geralmente não possui dados significativos sobre os custos fixos ou variáveis do empreendimento no qual se encontra, e normalmente apenas quer pagar menos, pois os preços são "um roubo" na sua ótica.
Se sua empresa é detentora do mercado, em monopólio, ou se há um oligopólio (ou cartel para os mais simplistas) das empresas concorrentes, o cliente é seu refém e é você quem dita as regras pra venda, incluindo além de preço a forma como quer receber pelo que vende.
Mas, como a maioria dos produtos/empresas se encontra no mercado de concorrência perfeita, é este mercado e não sua planilha de custos quem determina por quanto você pode vender.
Assim, você passa a ter mais concorrentes, uma vez que o próprio cliente quer forçar seus preços pra baixo, aumentar seu prazo para pagamento, ou, pior ainda, os dois ao mesmo tempo!!!
E essa é uma desvantagem das micro e pequenas empresas, pois a proximidade do cliente com o gestor acaba impactando nestas negociações, quando o mesmo deveria estar focando energias em outros centros de custos do negócio.
Então, o que se pode fazer???
A primeira coisa é estabelecer regras dentro da própria empresa. Regras para venda a crédito e para recebimentos, e deixar o cliente ciente delas! Caso haja qualquer divergência ou necessidade de crédito extra, o cliente tem de ter conhecimento de que deverá pagar a mais por isso (afinal, crédito fácil é mais sujeito a riscos, o que deve ser recompensado com taxas de juros mais elevadas!).
Depois, vem a lição do Marketing! Você tem que fazer sempre mais que apenas servir o cliente - deve encantá-lo! É claro que não é fácil, mas um cliente que se encanta por seu negócio dificilmente o deixará na mão!
Entender o que os clientes querem, em questão de produtos, e descobrir um preço que possa ser satisfatório tanto para seus custos quanto para seduzir os clientes à compra é seu truque, além de apresentar um ambiente que seja adequado, sempre higienizado e organizado!
Com estas duas práticas, e nesta ordem, fica mais fácil fazer o cliente final acreditar que está "ganhando" quando compra de você!
Boa luta!!!
Mas, e quando a relação de vendas é com o consumidor final?
Vejamos: ele não vai obter lucro em revenda, porque este não é seu objetivo. Ele não obterá lucro ao otimizar sua geladeira com uma nova garrafa de plástico!
A visão do consumidor final é voltada para "economizar", ou seja, pagar menos por uma coisa que deseja ou necessita.
Aí entra uma batalha: o consumidor geralmente não possui dados significativos sobre os custos fixos ou variáveis do empreendimento no qual se encontra, e normalmente apenas quer pagar menos, pois os preços são "um roubo" na sua ótica.
Se sua empresa é detentora do mercado, em monopólio, ou se há um oligopólio (ou cartel para os mais simplistas) das empresas concorrentes, o cliente é seu refém e é você quem dita as regras pra venda, incluindo além de preço a forma como quer receber pelo que vende.
Mas, como a maioria dos produtos/empresas se encontra no mercado de concorrência perfeita, é este mercado e não sua planilha de custos quem determina por quanto você pode vender.
Assim, você passa a ter mais concorrentes, uma vez que o próprio cliente quer forçar seus preços pra baixo, aumentar seu prazo para pagamento, ou, pior ainda, os dois ao mesmo tempo!!!
E essa é uma desvantagem das micro e pequenas empresas, pois a proximidade do cliente com o gestor acaba impactando nestas negociações, quando o mesmo deveria estar focando energias em outros centros de custos do negócio.
Então, o que se pode fazer???
A primeira coisa é estabelecer regras dentro da própria empresa. Regras para venda a crédito e para recebimentos, e deixar o cliente ciente delas! Caso haja qualquer divergência ou necessidade de crédito extra, o cliente tem de ter conhecimento de que deverá pagar a mais por isso (afinal, crédito fácil é mais sujeito a riscos, o que deve ser recompensado com taxas de juros mais elevadas!).
Depois, vem a lição do Marketing! Você tem que fazer sempre mais que apenas servir o cliente - deve encantá-lo! É claro que não é fácil, mas um cliente que se encanta por seu negócio dificilmente o deixará na mão!
Entender o que os clientes querem, em questão de produtos, e descobrir um preço que possa ser satisfatório tanto para seus custos quanto para seduzir os clientes à compra é seu truque, além de apresentar um ambiente que seja adequado, sempre higienizado e organizado!
Com estas duas práticas, e nesta ordem, fica mais fácil fazer o cliente final acreditar que está "ganhando" quando compra de você!
Boa luta!!!
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Why so serious?
SIM! É um blog sobre administração e administradores. NÃO - não tem que ser chato, carrancudo e insosso por isso. Pensando assim, associei dois "causos" que li hoje à prática da gestão, os quais transcrevo abaixo:
Dois amigos fazendeiros se encontram depois de muito tempo e, a certa altura da conversa, o primeiro pergunta:
- E aí, Durval? Com quantos alqueires está sua fazenda?
- Já está com quase 100. E a sua???
- Só pra você ter ideia, pela manhã eu saio de casa, ligo meu jipe e, ao meio-dia, ainda não percorri nem metade da minha propriedade!
- Entendo... eu também já tive um carro desses. É horrível!
[Seus equipamentos devem ter o tamanho mínimo pra atender suas necessidades com rapidez, pois decisões são tomadas com base em acontecimentos! E devem ser imediatas e precisas, no caso de urgência]
________________________________________________________________________________
Um jovem e recém formado tenente do Exército estava sendo preparado para ser enviado à guerra numa missão. Depois de uma palestra sobre minas, o capitão pergunta se há alguma dúvida.
O intrépido aluno levanta a mão e pergunta:
- Senhor, se eu pisar em uma mina, o que devo fazer?
E a resposta, imediata:
- Procedimento normal, tenente: salte para o alto 50 metros e espalhe-se em todas as direções!
[Muitas vezes o gestor não está tendo a resposta errada, mas sim se equivocando na pergunta! Depois de falir não se recupera uma empresa. Deve-se antever os acontecimentos, planejar e perguntar "como detectar uma mina pra não pisar nela?"]
Dois amigos fazendeiros se encontram depois de muito tempo e, a certa altura da conversa, o primeiro pergunta:
- E aí, Durval? Com quantos alqueires está sua fazenda?
- Já está com quase 100. E a sua???
- Só pra você ter ideia, pela manhã eu saio de casa, ligo meu jipe e, ao meio-dia, ainda não percorri nem metade da minha propriedade!
- Entendo... eu também já tive um carro desses. É horrível!
[Seus equipamentos devem ter o tamanho mínimo pra atender suas necessidades com rapidez, pois decisões são tomadas com base em acontecimentos! E devem ser imediatas e precisas, no caso de urgência]
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Um jovem e recém formado tenente do Exército estava sendo preparado para ser enviado à guerra numa missão. Depois de uma palestra sobre minas, o capitão pergunta se há alguma dúvida.
O intrépido aluno levanta a mão e pergunta:
- Senhor, se eu pisar em uma mina, o que devo fazer?
E a resposta, imediata:
- Procedimento normal, tenente: salte para o alto 50 metros e espalhe-se em todas as direções!
[Muitas vezes o gestor não está tendo a resposta errada, mas sim se equivocando na pergunta! Depois de falir não se recupera uma empresa. Deve-se antever os acontecimentos, planejar e perguntar "como detectar uma mina pra não pisar nela?"]
terça-feira, 1 de abril de 2014
Afinal, o que é o "Você Gere!"????
O Você Gere! foi criado com o intuito de fomentar a discussão dos processos administrativos atuais, mais usuais ou não, e como ferramenta para auxiliar àqueles que possuem micro e pequenos empreendimentos na busca por uma empresa mais robusta, sustentável, rentável, eficaz e eficiente.
Aqui traremos discussões e ferramentas (sempre que tivermos tempo!!!) que poderão ser aplicadas a diversos modelos de empresas, por aqueles que decidirem dar o passo à frente e melhorar sua forma de administrar e visualizar o próprio negócio!
Convido você a sempre dar uma visitada no blog e encorajo a sempre fomentar discussões, solicitar temas e crescer conosco!!!
Acerte no alvo. NO ALVO!!!
Aqui traremos discussões e ferramentas (sempre que tivermos tempo!!!) que poderão ser aplicadas a diversos modelos de empresas, por aqueles que decidirem dar o passo à frente e melhorar sua forma de administrar e visualizar o próprio negócio!
Convido você a sempre dar uma visitada no blog e encorajo a sempre fomentar discussões, solicitar temas e crescer conosco!!!
Acerte no alvo. NO ALVO!!!
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