A relação Ganha-Ganha é assim chamada quando duas empresas, negociantes entre si, encontram um valor comum para venda/aquisição de um bem ou serviço que permite a ambas obter um bom resultado, seja com lucro da venda, da revenda, ou um desembolso que não impacte ou se adapte ao orçamento previsto.
Mas, e quando a relação de vendas é com o consumidor final?
Vejamos: ele não vai obter lucro em revenda, porque este não é seu objetivo. Ele não obterá lucro ao otimizar sua geladeira com uma nova garrafa de plástico!
A visão do consumidor final é voltada para "economizar", ou seja, pagar menos por uma coisa que deseja ou necessita.
Aí entra uma batalha: o consumidor geralmente não possui dados significativos sobre os custos fixos ou variáveis do empreendimento no qual se encontra, e normalmente apenas quer pagar menos, pois os preços são "um roubo" na sua ótica.
Se sua empresa é detentora do mercado, em monopólio, ou se há um oligopólio (ou cartel para os mais simplistas) das empresas concorrentes, o cliente é seu refém e é você quem dita as regras pra venda, incluindo além de preço a forma como quer receber pelo que vende.
Mas, como a maioria dos produtos/empresas se encontra no mercado de concorrência perfeita, é este mercado e não sua planilha de custos quem determina por quanto você pode vender.
Assim, você passa a ter mais concorrentes, uma vez que o próprio cliente quer forçar seus preços pra baixo, aumentar seu prazo para pagamento, ou, pior ainda, os dois ao mesmo tempo!!!
E essa é uma desvantagem das micro e pequenas empresas, pois a proximidade do cliente com o gestor acaba impactando nestas negociações, quando o mesmo deveria estar focando energias em outros centros de custos do negócio.
Então, o que se pode fazer???
A primeira coisa é estabelecer regras dentro da própria empresa. Regras para venda a crédito e para recebimentos, e deixar o cliente ciente delas! Caso haja qualquer divergência ou necessidade de crédito extra, o cliente tem de ter conhecimento de que deverá pagar a mais por isso (afinal, crédito fácil é mais sujeito a riscos, o que deve ser recompensado com taxas de juros mais elevadas!).
Depois, vem a lição do Marketing! Você tem que fazer sempre mais que apenas servir o cliente - deve encantá-lo! É claro que não é fácil, mas um cliente que se encanta por seu negócio dificilmente o deixará na mão!
Entender o que os clientes querem, em questão de produtos, e descobrir um preço que possa ser satisfatório tanto para seus custos quanto para seduzir os clientes à compra é seu truque, além de apresentar um ambiente que seja adequado, sempre higienizado e organizado!
Com estas duas práticas, e nesta ordem, fica mais fácil fazer o cliente final acreditar que está "ganhando" quando compra de você!
Boa luta!!!
Mais difícil que encantar o cliente é não desencanta-lo, tarefa difícil quando tudo é subjetivo, daí vem aquele venho ditado: difícil agradar a gregos e troianos. Este é o erro de muitas instituições, achar que "ganhou" o cliente e que não é preciso um cuidado especial para que ele não seja desapontado. Num mercado tão competitivo, ganhar novos clientes e cuidar dos que já possuem, este não mais importante que aquele, mas sim com um comprometimento a mais, o da relação, pode fazer toda diferença no meio de tanta competitividade.
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